Onça, aves raras e morcegos: os animais do Pantanal que estão na COP15
19/03/2026
(Foto: Reprodução) COP 15: os animais do Pantanal - onça, aves raras e morcegos
Entre os dias 23 e 29 de março, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS) reúne, em Campo Grande, representantes de mais de 130 países para discutir ações de proteção de animais que se deslocam entre diferentes regiões do planeta e dependem de rotas e habitats preservados para sobreviver. Veja o vídeo acima.
Algumas espécies que estão na lista da conferência ocorrem em Mato Grosso do Sul. A escolha da capital sul-mato-grossense tem relação direta com o Pantanal, considerado a maior área úmida continental do mundo e rota de diversas espécies migratórias.
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Veja algumas das espécies com ocorrência no estado:
COP15 espécies migratórias.
Reprodução/ UFMS
Onça-pintada (Panthera onca)
Morcego-de-cauda-livre-brasileiro (Tadarida brasiliensis)
Caboclinho-de-sobre-ferrugem (Sporophila hypochroma)
Tesoura-do-campo (Alectrurus risora)
Galito (Alectrurus tricolor)
Veste-amarela (Xanthopsar flavus)
⚠️É importante ressaltar que essas espécies não são exclusivas de Mato Grosso do Sul.
🐆 Onça-pintada (Panthera onca): símbolo do Pantanal
Onça-pintada e filhote no alto de árvore, no Pantanal.
Bruno Sartori/Arquivo Pessoal
A onça-pintada é uma das espécies incluídas nos anexos da convenção internacional. O animal realiza grandes deslocamentos em busca de território e alimento, o que caracteriza seu comportamento migratório em escala regional.
A onça-pintada é considerada o maior felino das américas, e o Pantanal é a casa das maiores do mundo. O encontro com esses animais é não é incomum, principalmente em rodovias do estado.
🦇 Morcego-de-cauda-livre-brasileiro (Tadarida brasiliensis)
Morcego-de-cauda-livre-brasileiro é o animal mais veloz do mundo, com uma velocidade de voo reto de até 160 km/h
Oscar Galli Merino/iNaturalist
Outro destaque é o morcego-de-cauda-livre-brasileiro. A espécie é conhecida por formar grandes colônias e percorrer longas distâncias. No Brasil, ocorre em diferentes regiões, incluindo o Centro-Oeste, e utiliza áreas do estado durante seus deslocamentos.
Espécie insetívora, o morcego-de-cauda-livre-brasileiro pesa apenas 12 gramas e é o animal mais veloz do mundo, com uma velocidade de voo reto de até 160 km/h. Ele atinge essa velocidade somente com a força das próprias asas.
🐦 Aves do Pantanal
Tesoura-do-campo.
Chris Farias/Arquivo Pessoal
Entre as aves, várias espécies associadas aos campos naturais e áreas alagadas. É o caso do caboclinho-de-sobre-ferrugem, tesoura-do-campo, galito e veste-amarela. Essas espécies dependem de ambientes preservados para completar seus ciclos migratórios, o que aumenta a importância da proteção desses territórios.
🌎 Pantanal é rota de centenas de espécies
O Pantanal abriga mais de 650 espécies de aves e está na rota de cerca de 180 espécies migratórias.
Durante esses deslocamentos, os animais utilizam a região para se alimentar, descansar ou se reproduzir antes de seguir viagem para outros países da América do Sul.
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COP15: por que Campo Grande foi escolhida para sediar encontro global sobre espécies migratórias
🌱 Por que isso importa
A proteção dessas espécies depende da conservação de habitats em vários países. Por isso, encontros como a COP15 buscam acordos internacionais para garantir que esses animais continuem circulando e cumprindo seu papel ecológico.
Além da biodiversidade, essas espécies ajudam na polinização, dispersão de sementes e manutenção dos ecossistemas e também impulsionam atividades como o ecoturismo.
Espécies migratórias.
Reprodução/ UFMS
Como Campo Grande foi escolhida para sediar o encontro?
O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, disse ao g1 que Campo Grande foi escolhida para ser sede do encontro por ser "ambientalmente favorável", dispondo de parques e planejamento urbano interessante.
"Nós queremos mostrar para as pessoas de todo o mundo como é possível planejar uma cidade de forma harmoniosa com o meio ambiente", ressalta Capobianco.
Principal avenida de Campo Grande, a Afonso Pena.
Silas Ismael/Arquivo Pessoal
Mas, conforme o presidente da COP15, o principal fator da escolha é que a cidade é porta de entrada para o Pantanal e o objetivo é chamar a atenção para a importância do bioma.
"Nós queríamos, nesse momento, chamar a atenção de todo o mundo para a importância deste bioma incrível que é compartilhado por três países, o Brasil, a Bolívia e o Paraguai, que possui uma biodiversidade absolutamente fantástica, uma beleza cênica, paisagística e cultural também muito impressionante. Ao mesmo tempo, é um local de passagem de muitas espécies migratórias, porque o Pantanal é a maior área úmida continental de todo o planeta Terra", destaca Capobianco.
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