Rover em Marte detecta compostos orgânicos nunca vistos antes no planeta vermelho

  • 21/04/2026
(Foto: Reprodução)
Região onde o rover Curiosity coletou três amostras de rochas perfuradas, que revelaram a presença de diferentes compostos orgânicos em Marte. NASA/JPL-Caltech/MSSS Um rover da NASA, a agência espacial norte-americana, encontrou em Marte uma mistura diversa de moléculas orgânicas que inclue compostos considerados blocos fundamentais para a origem da vida na Terra. O achado, publicado nesta terça-feira (21) na revista "Nature Communications", é resultado de um experimento químico realizado pela primeira vez em outro planeta diferente da Terra. A descoberta NÃO prova que houve vida em Marte, mas mostra que a superfície do planeta é capaz de preservar exatamente o tipo de molécula que poderia servir como evidência de vida antiga — o que, por si só, já representa um avanço significativo na astrobiologia. O responsável pelo feito foi o rover Curiosity, que está em Marte desde 2012. Em 2020, ele realizou o experimento na região de Glen Torridon, dentro da cratera Gale, uma antiga bacia rica em argilas, minerais conhecidos por reter e preservar compostos orgânicos melhor do que outros materiais. O experimento usou uma substância química chamada TMAH para fragmentar moléculas orgânicas maiores, permitindo que os instrumentos do rover as analisassem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Curiosity carregava apenas dois recipientes com esse reagente, o que exigiu um planejamento cuidadoso para escolher o local mais promissor para a coleta. O primeiro é uma molécula que contém nitrogênio e tem estrutura parecida com a de substâncias que deram origem ao DNA — nunca antes encontrada em Marte. O segundo é um composto químico que costuma chegar aos planetas carregado por meteoritos, o mesmo tipo de material que, acredita-se, ajudou a criar as condições para a vida na Terra. "Achamos que estamos olhando para matéria orgânica preservada em Marte há 3,5 bilhões de anos", disse Amy Williams, professora de ciências geológicas da Universidade da Flórida e líder do estudo. " É muito útil ter evidências de que matéria orgânica antiga está preservada, porque isso é uma forma de avaliar se um ambiente poderia sustentar vida." Selfie do rover Curiosity em Marte, onde análises revelaram compostos orgânicos. NASA/JPL-Caltech/MSSS A presença desses compostos também reforça uma conexão entre os dois planetas. Isso porque o mesmo material que chegou a Marte por meio de meteoritos também atingiu a Terra e provavelmente forneceu os blocos de construção para a vida como a conhecemos no nosso planeta. O que torna o achado ainda mais relevante é o fato de que essas moléculas sobreviveram por bilhões de anos em um ambiente extremamente hostil. Marte é bombardeado por radiação cósmica, tem uma atmosfera muito mais fina que a da Terra e passa por variações de temperatura drásticas. Ainda assim, as argilas da cratera Gale funcionaram como uma espécie de cápsula protetora, mantendo os compostos intactos ao longo de eras geológicas. Isso abre uma perspectiva importante: se moléculas tão delicadas conseguiram sobreviver em Marte por tanto tempo, outras substâncias potencialmente mais reveladoras sobre a história do planeta também podem estar preservadas em algum lugar da superfície ou da subsuperfície marciana, esperando para ser encontradas por futuros experimentos ou missões. O experimento, porém, tem um limite importante. Ele não consegue distinguir se os compostos encontrados vieram de uma possível vida passada em Marte, de processos geológicos naturais ou de meteoritos que colidiram com o planeta ao longo de sua história. As três origens são possíveis, e nenhuma pode ser descartada com os dados disponíveis até agora. O que é o 'lado oculto' da Lua e por que ele nunca é visto da Terra? Para responder a essa questão com certeza, seria necessário trazer amostras de rocha marciana de volta à Terra, onde laboratórios muito mais sofisticados do que qualquer instrumento que caiba dentro de um rover poderiam analisá-las em detalhes. Esse é justamente o objetivo de missões que estão sendo planejadas por agências espaciais dos Estados Unidos e da Europa para as próximas décadas. "Agora sabemos que existem moléculas grandes e complexas preservadas na superfície de Marte, e isso é muito promissor para a busca de compostos que possam ser um sinal de vida", disse Williams. Imagem feita pela câmera principal do rover Curiosity mostra área rica em argila onde amostras revelaram compostos orgânicos em Marte. NASA/JPL-Caltech/MSSS LEIA TAMBÉM: Quantas vezes o homem pisou na Lua? É #FAKE que astronauta da Artemis II seja atriz contratada pela Nasa e tenha 'esquecido falas' em entrevista após retorno à Terra 'Terra era bote salva-vidas pairando no universo', diz astronauta da Artemis II em retorno a Houston Astronautas fotografam lado oculto da Lua

FONTE: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/04/21/rover-compostos-organicos-nunca-vistos-planeta-vermelho.ghtml


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